Ayrá
AYRÀ era um dos servos de confiança
de Sango. OSÀLÚFÓN (ÓÒNÍ DE IFÈ
) fez uma visita as terras de Oyo onde Sango (Oba de Oyo) reinava. No caminho
de volta Sango se negou a carregar OSÀLÚFÓN até
seus domínios como uma forma de submissão a OSÀLÚFÓN,
então designou tal missão a Ayrá. Este por sua vez não
só ajudou OSÀLÚFÓN como o carregou nas costas
até seus domínios. Ayrá tentou tirar partido da situação
intrigando OSÀLÚFÓN contra Sango.
Ayra tentou convencer OSÀLÚFÓN que Sango fora o único
culpado dele OSÀLÚFÓN, ter passado os sete anos sofrendo
maus tratos na prisão de Oyo, acusado de ser o ladrão dos cavalos
de Sango. Mas, OSÀLÚFÓN não cedeu a seu veneno
e perdoou Sango, que sabedor do acontecido cortou relações com
Ayra pela traição. OSÀLÚFÓN ficou grato
pela submissão de Ayra e lhe concedeu o título de seu primeiro
ministro, fazendo dele seu mais fiél amigo, motivo pelo qual AYRÀ
come diferente dos SÀNGÓ.
Foi-lhe concedido comer em sua gamela o arroz, a canjica e o mingau de acaçá,
sendo-lhe proibido o dendê e o sal. Por motivo de rivalidade com SÀNGÓ,
não se deve colocá-los juntos na mesma casa nem em cima de pilão.
Sua gamela é oval e seus ornamentos prateados.
Seu assentamento é na gamela oval e não leva pilão. A
fogueira lhe pertence e é acesa pelo lado esquerdo. Dentro da fogueira
coloca-se :
- Um tacho de cobre com 12 quiabos;
- Uma pedra, representando o ODUN ARÀ;
- Frutas.
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